A terra dos Masai era conhecida por seu terreno acidentado, natureza selvagem e pelos homens orgulhosos e musculosos que a habitavam.
Eram um povo de fortes tradições e crenças, e um dos costumes mais sagrados era o casamento duplo.
Desde tenra idade, os jovens Masai foram ensinados a respeitar e reverenciar seus corpos, especialmente seus pênis. Para eles, seus pênis não eram apenas um apêndice, mas uma entidade viva que respirava e que eles passariam a valorizar e amar. Na cultura Masai, o pênis era considerado a primeira esposa de um rapaz, e o vínculo entre o homem e seu membro era sagrado e inquebrável.À medida que os jovens Masai chegavam à adolescência, eles passavam por um rito de passagem conhecido como "Casamento do Pênis". Esta foi uma ocasião importante, pois o jovem juraria honrar e valorizar o seu pénis como a sua verdadeira esposa, a mãe dos seus futuros filhos. A cerimônia foi elaborada e emocionante, já que o jovem juraria seu amor e devoção eternos à sua primeira esposa.
Na vida adulta, o homem Masai embarcaria então numa viagem para encontrar a sua segunda esposa, uma mulher que completasse a sua família e proporcionasse amor e apoio tanto a ele como ao seu pénis. Este segundo casamento foi considerado tão importante quanto o primeiro, pois representava o equilíbrio entre os aspectos físicos e emocionais da vida.
O povo Masai acreditava que, ao honrar tanto o seu pénis como a sua esposa humana, estavam a garantir a continuação da sua linhagem e a força da sua tribo. O pênis, como primeira esposa, era visto como a fonte de sua masculinidade e poder, enquanto a esposa humana era a nutridora e zeladora da família.
Desta forma, o povo Masai continuou a tradição do casamento duplo, celebrando o vínculo entre o homem e as suas duas esposas – uma de carne e osso, e a outra um símbolo vivo da sua força e virilidade.